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Presidente do Conselho de da NBEPar defende ampliar parcerias entre Brasil e Rússia
- 15 de junho de 2026
“Brasil e Rússia compartilham algumas características estratégicas semelhantes: são países de dimensões continentais, grandes produtores de energia e minerais, detentores de abundantes recursos naturais e com papel relevante para a segurança energética e alimentar global. Assim como a Rússia transformou seus recursos energéticos em um dos pilares de sua influência econômica e geopolítica, o Brasil reúne condições para ampliar sua presença internacional a partir de suas vantagens competitivas em energia, mineração e agricultura.”
As afirmações são do ex-ministro de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da NPEPar – Núcleo Brasil Energia Participações, Bento Alburquerque, ao defender a ampliação da parceria entre Brasil e Rússia em vários setores, durante Diálogo Empresarial Brasil-Rússia, no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, em 03 de junho de 2026. Ele destacou oportunidades concretas de cooperação entre os dois países em petróleo e gás, gás natural liquefeito (GNL), refino, petroquímica, logística e combustíveis de baixo carbono, além da mineração e do setor nuclear.

No caso da mineração, Bento Albuquerque enfatizou que o Brasil já ocupa posição de destaque global com o minério de ferro, mas possui potencial ainda maior nos chamados minerais críticos e estratégicos, fundamentais para a transição energética mundial. Lítio, níquel, grafite, terras raras, fosfato, potássio e urânio colocam o país em posição privilegiada para integrar cadeias globais de suprimento, atraindo investimentos em processamento, tecnologia e agregação de valor. Para o ex-ministro, o Brasil pode se consolidar como uma plataforma estável e confiável para o desenvolvimento industrial associado à nova economia de baixo carbono.
Fertilizantes é outro setor que poderá ser objeto de forte parceria entre a Rússia e o Brasil. Segundo Bento Albuquerque, o Brasil é uma potência agrícola global, mas ainda importa cerca de 90% dos fertilizantes, incluindo 93% do nitrogênio, 97% do potássio e 76% do fosfato. “O Brasil possui recursos minerais, potencial de gás natural, demanda agrícola e escala industrial. A Rússia tem experiência, tecnologia e relevância global em fertilizantes e insumos energéticos. Juntos, podemos trabalhar para transformar essa dependência em cooperação produtiva, investimento e desenvolvimento industrial”, explicou.
Outro destaque do discurso foi a energia nuclear. O executivo lembrou que o Brasil acumula mais de sete décadas de pesquisa e mais de 40 anos de operação de usinas nucleares, além de manter uma sólida cooperação com a Rússia nessa área desde 1994. Ele defendeu que a expansão da energia nuclear — incluindo grandes reatores, pequenos reatores modulares e microrreatores — será essencial para garantir energia firme, limpa e confiável ao País. Na sua visão, a combinação entre recursos naturais abundantes, potencial energético
diversificado, mercado interno robusto e parcerias internacionais estratégicas coloca o Brasil diante de uma oportunidade histórica de acelerar seu desenvolvimento econômico e tecnológico nas próximas décadas.
